Promover o desenvolvimento e apredizagem das crianças, proporcionando-lhes atividades educativas e de apoio à família.
Tem como principais valores, a ligação à vida, à família e ao meio envolvente e como princípios educativos, a cooperação e a entreajuda, a livre escolha, a igualdade de oportunidades, o respeito pelo outro, ou seja, o desenvolvimento do Ser social na sua plenitude.
Em 1976 o Jardim de Infância Popular (JIP) era uma quinta residencial a qual pertencia a um fidalgo que não residia em Portugal, mas em Espanha, deixando a quinta ao abandono. Após o 25 de abril um grupo de populares residentes no Cacém ocuparam essa quinta com o intuito de criarem um Jardim de Infância, esta ocupação levou vários populares a passarem noites e dias de vigia para manterem a posição deles sem a intervenção de outros.
Assim, nasceu o Jardim de Infância Popular (JIP) que ao longo dos anos foi mudando e adaptando-se às necessidades das crianças e da população envolvente.
O nome que deram, nessa altura à instituição – JIP, ainda hoje se mantém, tendo a ver com toda a situação política vivida nessa época. Nessa altura as instalações não ofereciam as condições básicas para o seu funcionamento. Mas, ao longo dos anos foi sendo adaptado conforme as necessidades. Tendo transitado de uma casa habitacional, para uma instituição de apoio à infância, onde foi necessário construir alguns pavilhões, tendo em conta o aumento do número de crianças que passaram a frequentar o mesmo.
Em março de 2006 e na sequência do Programa Polis para a cidade de Agualva-Cacém, foi projetada uma nova instituição, com infraestruturas modernas, preenchendo os novos requisitos de funcionamento.
O atual edifício foi construído através de processos de arquitetura sustentável, sendo um edificio bioclimático onde a água das chuvas é aproveitada para as descargas de autoclismos e sistema de rega, a orientação e aproveitamento da luz solar é a correta, onde existem também 20 painéis solares para aquecimento de águas sanitárias e climatização de salas e gabinetes de trabalho, entre outras caraterísticas de aproveitamento de recursos naturais.
O Jardim de Infância Popular de Agualva-Cacém, que consegue poupar até dois terços de energia e manter os níveis de conforto, conseguiu uma menção honrosa na III edição do Prémio Internacional de Arquitectura Sustentável Fassa Bortolo.
“Foram usadas técnicas que permitem gastar menos energia e ter menos impacto sobre o ambiente com um conforto superior ao de edifícios similares”, disse Manuel Ferreira dos Santos, da Agência Municipal de Energia de Sintra, que coordenou o projecto.
O Jardim de Infância, que entrou em funcionamento em Abril de 2006, tem oito salas e capacidade para 144 crianças.
O edifício foi revestido com painéis de fibro-cimento pigmentados a preto, com volumes salientes, que além de permitirem o controlo solar oferecem um espaço peculiar para as actividades escolares.
No Inverno, o aquecimento é feito através de um sistema misto de painéis solares e caldeira a gás, que fornece água quente para uso normal e para pavimento radiante.
A ventilação do edifício é feita de forma natural e o sistema de recolha de água da chuva converge para um depósito, sendo a distribuição feita a partir daí para as descargas das casas de banho e para a rega do jardim.
O júri do Prémio Internacional de Arquitectura Sustentável Fassa Bortolo realçou que a menção especial foi atribuída ao atelier NBAA “pelo convincente resultado arquitectónico e pela qualidade do projecto, que bem conseguiu conciliar uma relação entre contemporaneidade formal e o tema da sustentabilidade na obra”.
O prémio foi entregue em Milão a 28 de Junho.
O Jardim de Infância Popular foi um dos selecionados a integrar o Desgning for Education Compendium os Exemplary Educational Facilities 2011, lançado em Paris em setembro do mesmo ano.
Neste compêndio constam 60 edifícios de 28 países, tendo sido selecionados como representantes do estado da arte nas construções escolares.